ÓYE CONEXÃO E EDUCAÇÃO NO TERREIRO-MUNDO REÚNE SABERES ANCESTRAIS,UNIVERSIDADES AFRICANAS E PRODUÇÃO INTELECTUAL NO 1º CONGRESSOINTERNACIONAL DO INSTITUTO ITERAMÂXÉ

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ÓYE CONEXÃO E EDUCAÇÃO NO TERREIRO-MUNDO REÚNE SABERES ANCESTRAIS,UNIVERSIDADES AFRICANAS E PRODUÇÃO INTELECTUAL NO 1º CONGRESSOINTERNACIONAL DO INSTITUTO ITERAMÂXÉ

Entre os dias 10 e 13 de março de 2026, São Paulo receberá a segunda edição do Òye: Conexão e
Educação no Terreiro-Mundo, encontro híbrido internacional que articula saberes tradicionais,
educação, arte, políticas públicas e intercâmbios acadêmicos entre Brasil, África e diásporas. A
programação contará com atividades abertas ao público, mesas temáticas, performances,
lançamentos e debates de referência internacional.

O evento reunirá sete universidades africanas, pesquisadoras e pesquisadores brasileiros, artistas,
intelectuais, lideranças comunitárias e instituições parceiras, consolidando o Òye como um espaço
transnacional de diálogo, produção de conhecimento e valorização dos saberes ancestrais.
A programação tem início no dia 10 de março com a tradicional Chegança, performance de Dirce
Thomaz, seguida da mesa inaugural com instituições brasileiras e africanas e da Gira Espiralar,
ministrada pela renomada socióloga nigeriana Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, referência mundial em estudos de
gênero, raça e diáspora.

Ao longo dos dias 11, 12 e 13 de março, acontecem os Tempos Espiralares, espaço dedicado à
apresentação de pesquisas e experiências sobre territórios, decolonialidade, saúde, educação
afroreferenciada, povos indígenas, neurodivergência e práticas de cuidado coletivo.
As Giras Temáticas aprofundam debates sobre educação, saúde interseccional, religiosidade,
ancestralidade e epistemologias plurais, com a participação de referências nacionais como Renato
Nogueira, Katiuscia Ribeiro, Salloma Salomão, entre outros nomes de destaque do pensamento
contemporâneo.

A programação artística contempla performances, microfone aberto, slam, grafite, feira de livros e
intervenções culturais, celebrando expressões afro-diaspóricas. Entre os destaques estão a
participação do grupo Tambores Ancestrais e de Matheus Aleluia, referência fundamental da música
e da espiritualidade afro-brasileira. O encerramento contará com a apresentação de Luana
Bayo, acompanhada do Coral USP.

A sexta-feira será marcada pela Mesa Visitantes, que reunirá reitores e reitoras de universidades de
países africanos para a assinatura da Carta de Intenções, fortalecendo parcerias acadêmicas,
intercâmbios e projetos multilaterais entre Brasil e África.
O Òye 2026 se encerra com a celebração Cantos da Celebração, simbolizando a força da
ancestralidade, da memória coletiva e das conexões construídas entre universidades, terreiros,
comunidades e territórios plurais.

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